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Mauricio de Sousa também vem!

Nossa lista de convidados chegou a 110 super nomes! E o 111º anunciado é um brasileiro conhecido mundialmente. Presente na infância da maioria, Mauricio de Sousa, que já foi homenageado do FIQ 2011, também vai marcar presença na 9ª edição do Festival! O evento, de 11 a 15 de novembro, é realizado pela Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Fundação Municipal de Cultura e é gratuito.

Mauricio Araújo de Sousa nasceu em Santa Isabel, no estado de São Paulo, em 1935. Parte de sua infância, Mauricio de Sousa viveu em Mogi das Cruzes, desenhando e rabiscando nos cadernos escolares. Mais tarde, seus traços passaram a ilustrar cartazes e pôsteres para os comerciantes da região. Aos 19 anos mudou-se para São Paulo e, durante cinco anos, trabalhou no Jornal Folha da Manhã (atual Folha de S.Paulo) escrevendo reportagens policiais.

Em 1959, quando ainda atuava como repórter policial, criou seu primeiro personagem – o cãozinho Bidu. A partir de uma série de tiras em quadrinhos com Bidu e Franjinha (o dono do cachorro) publicadas semanalmente na Folha da Manhã, Mauricio de Sousa iniciou sua carreira. Nos anos seguintes, criou mais tiras, outros tablóides e diversos personagens — Cebolinha, Piteco, Chico Bento, Penadinho, Horácio, Raposão, Astronauta, entre outros. Até que, em 1970, lançou a revista da Mônica, com tiragem de 200 mil exemplares, pela Editora Abril.

Em 1986, Mauricio saiu da Abril e levou as revistas da Turma da Mônica para a Editora Globo, onde permaneceu até 2006. Atualmente, está na Panini. Um de seus mais recentes sucessos é a revista “Turma da Mônica Jovem”, na qual os personagens estão com cerca de 15 anos de idade. Sua tiragem chega a atingir marcas expressivas, de mais de 500 mil exemplares mensais.

Nos últimos anos, Mauricio expandiu seu universo para diversos públicos, com projetos como as “Graphics MSP”, nas quais autores convidados reinterpretam seus clássicos personagens em seus próprios estilos. A linha é um sucesso de vendas e de crítica. Hoje, entre quadrinhos e tiras de jornais, suas criações chegam a cerca de 30 países. O autor já alcançou o extraordinário número de 1 bilhão de revistas publicadas. Não à toa, é considerado o maior formador de leitores do Brasil.

A preocupação de Mauricio em ensinar, orientar e informar de forma leve e bem-humorada fez com que recebesse, em 1998, do Presidente da República do Brasil, Fernando Henrique Cardoso, a medalha dos Direitos Humanos. Já a Universidade Braz Cubas concedeu ao autor o título de Professor Honoris Causa, pela profícua criação de histórias e personagens que povoam o imaginário de crianças e adultos e das quais emergem valores de cidadania e educação. Ao longo de sua carreira, Mauricio soma variados prêmios por seu trabalho.

Em 2013, Mônica, sua principal personagem, completou 50 anos – sua estreia foi numa tira do Cebolinha, na Folha de S.Paulo, em 3 de março de 1963. Como parte da comemoração, 50 artistas plásticos pintaram, em seus próprios estilos, estátuas da Mônica que ficaram espalhadas pelas ruas da cidade de São Paulo, na exposição Mônica Parade.

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