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FIQ 2015 realiza a exposição “Heroica”

Com uma proposta diferente, que vai sair do papel, FIQ 2015 anuncia mais uma exposição: “Heroica”. Na mostra, heroínas e vilãs do universo DC e Marvel têm sua personalidade e vestuário reconstruídos na visão de 5 artistas brasileiras. Ariane Rauber, junto com a Cris peter. Ariane também é convidada do 9º FIQ e assina a curadoria da exposição. E tem mais: as personagens vão virar cosplayers, circulando pela Serraria Souza Pinto!

O evento, de 11 a 15 de novembro, é realizado pela Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Fundação Municipal de Cultura e é gratuito.

O que significa ser uma heroína? Questionando a representatividade feminina nos quadrinhos, a exposição traz novas intrepretações da Elektra, Feiticeira Escarlate, Hera venenosa, Mística e Psylocke. Já as artistas responsáveis são: Estúdio Seasons, Laura Athayde, Mariana Cagnin, Pri Wi e Priscilla Tramontano. Personagens criadas por homens, e inicialmente concebidas como coadjuvantes, ganham papeis principais, respeitando a diversidade do universo feminino de acordo com a crença de cada artista.

Os visitantes do FIQ vão ver de perto essa transformação. Cinco mulheres foram convidadas para fazer cosplay das personagens, mostrando não só uniforme, mas a caracterização criada pelas artistas. Quem são elas?! Ayumi Yuu, Jeice Cruz, Jessy Nayra, Lucianna Furtado e Sabrine Keila. Lembrando que a produção técnica é de Vitória Barros e a confecção dos figurinos de Eva Cosmaker.

Segundo a curadora Ariane, se as meninas são apresentadas desde cedo a mulheres que salvam o dia representadas com salto agulha, longos cabelos e pele branca, indiretamente esta será a visão de heroína que vão carregar - mesmo que represente apenas um estereótipo feminino.

“O que aconteceria com nosso imaginário se, ao invés de diversas personagens caucasianas, de forte apelo sexual e de corpos perfeitos, fôssemos apresentadas a uma jovem feiticeira, uma indiana ou uma indígena? Com certeza a menina absorveria uma variedade de comportamentos e conheceria outras culturas, acreditando que força não é sinônimo de aparência. O mais importante é que ela se reconheceria em uma”, comenta.

Ariane Rauber

Ariane é designer gráfica e ilustradora. Com experiência em agências de publicidade, faz parte do Estúdio Complementares (de Porto Alegre), no qual coordena a parte de design gráfico dos projetos. Recentemente expôs na Galeria Hipotética de Porto Alegre seu projeto “A Cidade Esquecida”, uma série de quadros que mistura técnicas de fotografia e ilustração. Em novembro lançará a hq “Patas Sujas”, sendo a responsável pelo projeto gráfico - roteiro e arte de Cris Peter e Ursula Dorada respectivamente.

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