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Laboratório do FIQ

Hoje fechamos o anúncio das exposições com chave de ouro! A “Ciência dos super-heróis”, por meio de pesquisas, repensa alguns heróis icônicos à luz de conceitos científicos atuais. E, para colocar essa ideia no festival, o FIQ 2015 reuniu uma super equipe de desenhistas, coloristas e cientistas que, juntos, reinterpretaram e criaram novas versões dos personagens.

Ou seja: “Flash”, “Homem Aranha”, “Homem de Ferro”, “Hulk”, e “Mulher invisível”, de um jeito que você não imaginou! O evento, de 11 a 15 de novembro, é realizado pela Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Fundação Municipal de Cultura e é gratuito. De 9h às 22h, na Serraria Souza Pinto, em BH - MG.

O time da ciência é formado pelo pessoal do portal ScienceBlogs Brasil e do podcast Dragões de garagem. Cristiano Silvério Neiva, Gabriel Cunha, Luciano Lopes Queiroz, Luiz Bento, Patrick Simões Dias e Vitor Nascimento foram essenciais para a realização da exposição! Os desenhistas são Cris Bolson, Eduardo Pansica, Júlio Ferreira, Márcio Fiorito e Rodney Buchemi. As cores (“Flash” e “Mulher invisível”) são de Giovanna Guimarães. Além das novas versões, você verá a imagem clássica de cada personagem e informações sobre os conceitos e ideias que os nortearam. Ah! O Lucas Ed., nosso convidado, organizou e editou os textos da exposição.

A ciência sempre esteve presente no mundo dos quadrinhos e da ficção. Quando a Apolo 11 decolou rumo a lua, “Tintin”, o “Quarteto Fantástico” e tantos outros personagens e heróis já faziam suas viagens espaciais há um bom tempo. A linguagem científica sempre foi usada como um artifício de roteiristas e desenhistas para dar credibilidade e conferir realismo às suas histórias.

Nos anos 1950, em plena era nuclear, a radiação e a energia atômica serviam aos mais diversos fins nos quadrinhos. Desde fonte de poder aos heróis, como também transformar mulheres e homens pacatos, ou animais inocentes, em terríveis vilões. Não é à toa que você confere essa exposição inédita no FIQ. E que novembro chegue logo!


FIQ 2015 realiza a exposição “Heroica”

Com uma proposta diferente, que vai sair do papel, FIQ 2015 anuncia mais uma exposição: “Heroica”. Na mostra, heroínas e vilãs do universo DC e Marvel têm sua personalidade e vestuário reconstruídos na visão de 5 artistas brasileiras. Ariane Rauber, junto com a Cris peter. Ariane também é convidada do 9º FIQ e assina a curadoria da exposição. E tem mais: as personagens vão virar cosplayers, circulando pela Serraria Souza Pinto!

O evento, de 11 a 15 de novembro, é realizado pela Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Fundação Municipal de Cultura e é gratuito.

O que significa ser uma heroína? Questionando a representatividade feminina nos quadrinhos, a exposição traz novas intrepretações da Elektra, Feiticeira Escarlate, Hera venenosa, Mística e Psylocke. Já as artistas responsáveis são: Estúdio Seasons, Laura Athayde, Mariana Cagnin, Pri Wi e Priscilla Tramontano. Personagens criadas por homens, e inicialmente concebidas como coadjuvantes, ganham papeis principais, respeitando a diversidade do universo feminino de acordo com a crença de cada artista.

Os visitantes do FIQ vão ver de perto essa transformação. Cinco mulheres foram convidadas para fazer cosplay das personagens, mostrando não só uniforme, mas a caracterização criada pelas artistas. Quem são elas?! Ayumi Yuu, Jeice Cruz, Jessy Nayra, Lucianna Furtado e Sabrine Keila. Lembrando que a produção técnica é de Vitória Barros e a confecção dos figurinos de Eva Cosmaker.

Segundo a curadora Ariane, se as meninas são apresentadas desde cedo a mulheres que salvam o dia representadas com salto agulha, longos cabelos e pele branca, indiretamente esta será a visão de heroína que vão carregar - mesmo que represente apenas um estereótipo feminino.

“O que aconteceria com nosso imaginário se, ao invés de diversas personagens caucasianas, de forte apelo sexual e de corpos perfeitos, fôssemos apresentadas a uma jovem feiticeira, uma indiana ou uma indígena? Com certeza a menina absorveria uma variedade de comportamentos e conheceria outras culturas, acreditando que força não é sinônimo de aparência. O mais importante é que ela se reconheceria em uma”, comenta.

Ariane Rauber

Ariane é designer gráfica e ilustradora. Com experiência em agências de publicidade, faz parte do Estúdio Complementares (de Porto Alegre), no qual coordena a parte de design gráfico dos projetos. Recentemente expôs na Galeria Hipotética de Porto Alegre seu projeto “A Cidade Esquecida”, uma série de quadros que mistura técnicas de fotografia e ilustração. Em novembro lançará a hq “Patas Sujas”, sendo a responsável pelo projeto gráfico - roteiro e arte de Cris Peter e Ursula Dorada respectivamente.


Alves leva o cerrado para o FIQ 2015!

Faltam menos de 2 meses para o FIQ e, por aqui, já fizemos muitos anúncios. Chegou a vez de um combo: um super nome das hqs + exposição!! Vamos receber o quadrinista, cartunista e também geográfo, Alves! Mantendo a tradição de realizar uma mostra sobre um artista mineiro, nada melhor que falar sobre seu trabalho em retratar o cerrado.

O evento, de 11 a 15 de novembro, é realizado pela Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Fundação Municipal de Cultura e é gratuito.

Vamos explicar tudo: a dissertação de mestrado de Alves (Cerrado em quadrinhos: experiências e contribuições para o ensino de geografia) foi acompanhada de uma série de tiras sobre o bioma. Esse trabalho, somado a outros detalhes, está na 9ª edição do FIQ. Além das tiras, a exposição conta com uma réplica de uma casa do cerrado, decorada com a arte do próprio artista. O público também pode conferir um painel, que será pintado, ao vivo, durante o evento.

Na exposição, que leva o nome “Alves: Cerrado em Quadrinhos”, os visitantes do FIQ vão passear pelas veredas, matas de galeria, campos e chapadas junto com nosso convidado. Em uma entrevista dada ao site Mosaico, ele falou sobre como foi para fazer a dissertação.

“Desenhar/retratar o Cerrado é como rabiscar a gente por dentro. Colorir o escuro de dentro de nós com cores e cheiros de mato. As paisagens abertas, o extenso horizonte (que remete ao infinito), a confusão de plantas tortas, a água pingando das nascentes e veredas, os silêncios (ou a gritaria das cigarras), passarinho que passa voando, tudo isso carrega uma magia muito palpável. A gente pega com os olhos e lambe com as mãos. Aí vira desenho, história”, conta.

Alves

Alves é mineiro de Itabira e reside, desde pequeno, em Lagoa Santa - MG. Graduado em Geografia pela UFMG, é um dos mais premiados cartunistas brasileiros com reconhecimento em importantes salões de humor nacionais e internacionais, como o Salão Internacional de Humor de Piracicaba, Festival Internacional de Quadrinhos do Rio de Janeiro, BH Humor, Festival Internacional de Quadrinhos de Pernambuco, Salão Carioca de Humor, e vários outros. Já fez roteiros de histórias em quadrinhos para a Maurício de Sousa Produções e publicou seu trabalho em todos os grandes jornais de Minas Gerais.

Também publicou histórias em quadrinhos curtas na extinta revista “Grafitti 76% Quadrinhos”. Em 2011, participou da coletânea “MSP Novos 50”. Em 2012 lançou o seu primeiro álbum em quadrinhos, o “A Rua de Lá”, pelo selo independente “Grafitti 100% Quadrinhos”. Em Julho de 2013, publicou seu primeiro cartum fora do Brasil, no jornal francês Courrier International. Suas tiras também podem ser vistas em livros didáticos e paradidáticos de grandes editoras brasileiras. Atualmente é colaborador das revistas MAD, além de publicar ilustrações e charges no jornal Le Monde Diplomatique Brasil e na Folha de São Paulo. Publica também a série de tiras “Alvescomics” no jornal Hoje em Dia de Belo Horizonte. É autor dos blogs “Quilombo Moderno”, “Piter Gast” e “Cerrado em Quadrinhos”.


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