Arquivo de Outubro de 2015


Mauricio de Sousa também vem!

Nossa lista de convidados chegou a 110 super nomes! E o 111º anunciado é um brasileiro conhecido mundialmente. Presente na infância da maioria, Mauricio de Sousa, que já foi homenageado do FIQ 2011, também vai marcar presença na 9ª edição do Festival! O evento, de 11 a 15 de novembro, é realizado pela Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Fundação Municipal de Cultura e é gratuito.

Mauricio Araújo de Sousa nasceu em Santa Isabel, no estado de São Paulo, em 1935. Parte de sua infância, Mauricio de Sousa viveu em Mogi das Cruzes, desenhando e rabiscando nos cadernos escolares. Mais tarde, seus traços passaram a ilustrar cartazes e pôsteres para os comerciantes da região. Aos 19 anos mudou-se para São Paulo e, durante cinco anos, trabalhou no Jornal Folha da Manhã (atual Folha de S.Paulo) escrevendo reportagens policiais.

Em 1959, quando ainda atuava como repórter policial, criou seu primeiro personagem – o cãozinho Bidu. A partir de uma série de tiras em quadrinhos com Bidu e Franjinha (o dono do cachorro) publicadas semanalmente na Folha da Manhã, Mauricio de Sousa iniciou sua carreira. Nos anos seguintes, criou mais tiras, outros tablóides e diversos personagens — Cebolinha, Piteco, Chico Bento, Penadinho, Horácio, Raposão, Astronauta, entre outros. Até que, em 1970, lançou a revista da Mônica, com tiragem de 200 mil exemplares, pela Editora Abril.

Em 1986, Mauricio saiu da Abril e levou as revistas da Turma da Mônica para a Editora Globo, onde permaneceu até 2006. Atualmente, está na Panini. Um de seus mais recentes sucessos é a revista “Turma da Mônica Jovem”, na qual os personagens estão com cerca de 15 anos de idade. Sua tiragem chega a atingir marcas expressivas, de mais de 500 mil exemplares mensais.

Nos últimos anos, Mauricio expandiu seu universo para diversos públicos, com projetos como as “Graphics MSP”, nas quais autores convidados reinterpretam seus clássicos personagens em seus próprios estilos. A linha é um sucesso de vendas e de crítica. Hoje, entre quadrinhos e tiras de jornais, suas criações chegam a cerca de 30 países. O autor já alcançou o extraordinário número de 1 bilhão de revistas publicadas. Não à toa, é considerado o maior formador de leitores do Brasil.

A preocupação de Mauricio em ensinar, orientar e informar de forma leve e bem-humorada fez com que recebesse, em 1998, do Presidente da República do Brasil, Fernando Henrique Cardoso, a medalha dos Direitos Humanos. Já a Universidade Braz Cubas concedeu ao autor o título de Professor Honoris Causa, pela profícua criação de histórias e personagens que povoam o imaginário de crianças e adultos e das quais emergem valores de cidadania e educação. Ao longo de sua carreira, Mauricio soma variados prêmios por seu trabalho.

Em 2013, Mônica, sua principal personagem, completou 50 anos – sua estreia foi numa tira do Cebolinha, na Folha de S.Paulo, em 3 de março de 1963. Como parte da comemoração, 50 artistas plásticos pintaram, em seus próprios estilos, estátuas da Mônica que ficaram espalhadas pelas ruas da cidade de São Paulo, na exposição Mônica Parade.


FIQ 2015 realiza a exposição “Heroica”

Com uma proposta diferente, que vai sair do papel, FIQ 2015 anuncia mais uma exposição: “Heroica”. Na mostra, heroínas e vilãs do universo DC e Marvel têm sua personalidade e vestuário reconstruídos na visão de 5 artistas brasileiras. Ariane Rauber, junto com a Cris peter. Ariane também é convidada do 9º FIQ e assina a curadoria da exposição. E tem mais: as personagens vão virar cosplayers, circulando pela Serraria Souza Pinto!

O evento, de 11 a 15 de novembro, é realizado pela Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Fundação Municipal de Cultura e é gratuito.

O que significa ser uma heroína? Questionando a representatividade feminina nos quadrinhos, a exposição traz novas intrepretações da Elektra, Feiticeira Escarlate, Hera venenosa, Mística e Psylocke. Já as artistas responsáveis são: Estúdio Seasons, Laura Athayde, Mariana Cagnin, Pri Wi e Priscilla Tramontano. Personagens criadas por homens, e inicialmente concebidas como coadjuvantes, ganham papeis principais, respeitando a diversidade do universo feminino de acordo com a crença de cada artista.

Os visitantes do FIQ vão ver de perto essa transformação. Cinco mulheres foram convidadas para fazer cosplay das personagens, mostrando não só uniforme, mas a caracterização criada pelas artistas. Quem são elas?! Ayumi Yuu, Jeice Cruz, Jessy Nayra, Lucianna Furtado e Sabrine Keila. Lembrando que a produção técnica é de Vitória Barros e a confecção dos figurinos de Eva Cosmaker.

Segundo a curadora Ariane, se as meninas são apresentadas desde cedo a mulheres que salvam o dia representadas com salto agulha, longos cabelos e pele branca, indiretamente esta será a visão de heroína que vão carregar - mesmo que represente apenas um estereótipo feminino.

“O que aconteceria com nosso imaginário se, ao invés de diversas personagens caucasianas, de forte apelo sexual e de corpos perfeitos, fôssemos apresentadas a uma jovem feiticeira, uma indiana ou uma indígena? Com certeza a menina absorveria uma variedade de comportamentos e conheceria outras culturas, acreditando que força não é sinônimo de aparência. O mais importante é que ela se reconheceria em uma”, comenta.

Ariane Rauber

Ariane é designer gráfica e ilustradora. Com experiência em agências de publicidade, faz parte do Estúdio Complementares (de Porto Alegre), no qual coordena a parte de design gráfico dos projetos. Recentemente expôs na Galeria Hipotética de Porto Alegre seu projeto “A Cidade Esquecida”, uma série de quadros que mistura técnicas de fotografia e ilustração. Em novembro lançará a hq “Patas Sujas”, sendo a responsável pelo projeto gráfico - roteiro e arte de Cris Peter e Ursula Dorada respectivamente.


Centros culturais da FMC recebem oficina pela Temporada FIQ

A partir de amanhã, em BH, os centros culturais, centro de referência e biblioteca da Fundação Municipal de Cultura recebem a oficina "Pequenas doses de Quadrinhos", ministrada pelo artista Wilson Contijo. A programação, que faz parte do Outubro Literário, vai até dia 29 e é gratuita!

Mais informações: http://bhfazcultura.pbh.gov.br/

Isso aê! O aquecimento continua e novembro tá chegando!! Bora?

O evento, de 11 a 15 de novembro, é realizado pela Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Fundação Municipal de Cultura e é gratuito

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