De 11 a 15 de Novembro, em Belo Horizonte. Entrada gratuita!


Tá tudo CELTON pro FIQ 2015!

Essa é pra você que tava com saudade de anúncio de convidado! É fácil encontrar esse quadrinista pelos semáforos de BH, hein?! Lacarmélio Alfêo de Araújo, o Celton, também vai ao FIQ 2015! O evento, de 11 a 15 de novembro, é realizado pela Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Fundação Municipal de Cultura e é gratuito. De 9h às 22h, na Serraria Souza Pinto, em BH - MG

Ele tem 56 anos e vende seus quadrinhos desde 1981. Nasceu em Itajutiba, município de Inhapim - MG, mas passou a infância, até seus 13 anos, em Itabirinha de Mantena, também em Minas. Em 1972 mudou-se com a família para Belo Horizonte, onde começou a vender picolé, mexericas e salgadinhos para ajudar em casa. Sempre gostou de escrever e desenhar hqs.

Lia e colecionava os quadrinhos da época. Mas ele gostava mesmo era do estilo aventura, como “Tarzan” e “Thor”, publicados pela Ebal. Gostava também de “Fantasma”, “Mandrake”, “Tex”, “Cavaleiro Negro”, “Capitão América”, “Flash” e “Gavião Negro”. Dessa forma, sempre desenhando, em 1975 criou “Celton”, identidade secreta do super-heroi, “Homem-Felino”. Produziu 28 fanzines sobre ele.

Na época trabalhava como engraxate e deixava os clientes lerem os gibis caseiros. Aos 18 anos, fez várias viagens às editoras de quadrinhos em São Paulo e Rio de Janeiro. Cansado de receber "nãos", convenceu sua minha mãe a fazer um empréstimo bancário, publicando “Celton” pela primeira vez em 1981. Com o fracasso total de vendas nas bancas, o artista foi para as ruas vender por conta própria. Percebendo que a revista não se sustentava, alugou uma sala para trabalhar como desenhista de impressos gráficos, mas continuou a vender seus quadrinhos.


Em 1990, foi para Nova Iorque, Estados Unidos, atrás de dinheiro. Entre outras atividades, conseguiu o dinheiro cantando Beatles nos pontos do metrô. Após seis meses voltou para Belo Horizonte e publicou e vendeu os próprios quadrinhos até 1992. Deu uma pausa na arte por falta de condições. Seis anos depois, mais decidido do que nunca, reformulou tudo para tentar de novo. Na nova proposta, colocou BH interagindo com o herói “Celton”. Passou a estudar a cidade e a história de Minas. Timidamente, entre outras tentativas, experimentou os sinais de trânsito e, farejando uma possibilidade por ali, desenvolveu um estilo próprio de venda.

Finalmente começou a viver financeiramente da revista. Em 2007, a Petrobras o convidou para uma produção especial de “Celton”, distribuindo gratuitamente cem mil exemplares pelas ruas de Belo Horizonte e Tiradentes. A partir daí, recebeu vários outros convites, ficando cada vez mais conhecido. Atuante há 34 anos, a revista sempre aparece com nova produção. Atualmente, também da palestras sobre sua história de empreendedorismo.